quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Rosélia Vieira - saudade eterna!


Com imenso pesar que acompanhamos hoje a despedida eterna de nossa associada Rosélia Vieira. Perda imensurável para a Casa do Poeta de Canoas onde se fez conhecida pela alegria serena e zelo pela organização e correição no cargo de Tesoureira.
Perda ainda maior no espaço vazio que ficou nos corações de seus amigos! 

A ela, meu singelo poema:

POEMA à AMIGA

Agora descansas
para sempre, em silêncio.
Aos que te amavam,
só a dor da saudade...

É triste não te encontrar mais aqui
de repente partes sozinha.
É triste prosseguir sem ti,
no percorrer do mesmo caminho.

É difícil, amiga, compreendas,
somos feitos de matéria,
e dela nos alimentamos...
Como poderemos resignar-nos,
à saudade de teu ser inteiro?
Como não chorar a falta
de teu rosto, sorriso e palavras,
com os quais nos acostumamos?

Partiste sem ensinar
como tua ausência não sofrer.
Se no céu te chamavam
para os anjos entreter...
ah, eles podiam esperar!

Perdoa-nos o egoísmo
de não querer que partisses.
Se tanto bem já fizeste
se tua missão já cumpriste
Mereces a glória dos justos
na paz da felicidade eterna.

Mas, o céu é tão longe
Nosso abraço não te alcança.
Então apertada fica no peito
a tua saudosa lembrança.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Convite meu, com carinho:


Mais poesia para o mundo: Participe deste encontro!

A Casa do poeta de Canoas convida para os dois eventos 
no dia 08 de junho:



Proteste contra a Copa, de modo inteligente

Atenção: antecipado para as 10 horas do mesmo dia e mesmo local.

No dia 12 de junho, mostre que você curte mais do que uma bola:
Vá à 30ª Feira do Livro de Canoas bater papo com este talento juvenil.
Vale a pena!


sábado, 10 de maio de 2014

Homenagem às mães

Para todas as Mães minha homenagem com uma flor do meu jardim e um poema de Drummond:

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade