quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Homenagem à minha irmã Alice Lúcia

E a esperança amanheceu o dia
que não terminaria
feliz.
Um adeus de sal na boca
a pergunta na voz rouca
por que Deus assim quis?



E ela se foi no abandono
da eternidade, o sono
cobriu a tarde de dor.
Ali se luzia um sorriso
tétrico, impreciso
coroado de flor.


Cessaram seus gemidos
de nossos corações feridos
levou junto uma parte.
Resta a saudade e lembrança
o silêncio da distância
cruel aprender desta arte.


Alice partiu em 10-01 às 10:10 h. Com certeza, foi convidada a festejar seu aniversário de hoje, ao som das cítaras dos anjos, assoprando estrelas sobre nuvens de algodão doce. Mas, nossos corações de carne queriam tanto que apenas assoprasse 53 velas, resmungando algum "ah" ao nossos desafinados Parabéns com  sabor do que a terra nos dá.
Nélsinês

2 comentários:

  1. JULIO ROBERTO URNAU17 de janeiro de 2011 20:22

    O POEMA É MUITO LINDO, REALMENTE NOS RESTA SOMENTE A SAUDADE DA TIA ALICE, MAS NOS CONFORMAMOS COM O EXEMPLO DE SIMPLICIDADE A QUAL NOSSA TIA NOS DEIXOU.

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  2. Hoje faz um mês que a tia Alice nos deixou.Mas aceitar o eterno Adeus ainda é doído.Parece que foi ontem que nos despedimos.Deus a convidou para fazer do seu reino. Só nos resta a saudade e as boas lembranças se sua vida simples e o seu carinho com todos.

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